A feira da Grande Lisboa, no Grande Bom Jardim, ainda é apenas ruído de rotina: cheiro de peixe fresco, pilhas de frutas, feirantes oferecendo mercadorias a preços de ocasião. Mas, no dia 29 de agosto, ela deve se transformar em palco. Entre barracas de farinha, sacolas cheias e vozes que se cruzam em disputa de atenção, a artista visual, figurinista e sapatão periférica Wendy Mesquita planeja erguer seu corpo como megafone.
Nos três primeiros dias de feira, já são mais de 100 mil visitantes. Entre os destaques deste domingo, estão a presença dos mestres de cultura tradicional, roda de conversas com mulheres escritoras, lançamento de livros e apresentações musicais
Em um país que abriga mais de 300 povos indígenas e preserva 274 línguas vivas, mas onde apenas uma pequena parte das escolas consegue oferecer currículos alinhados às culturas originárias, surge uma resposta concreta às falhas históricas do sistema educacional brasileiro: as Escolas Vivas.